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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Como as empresas offline escolhem seus parceiros em mídia social? Cultura Web 2.0

Estou há dias em busca de um novo eletricista para instalar um ventilador de teto no apartamento. Quando mudei para cá, há 5 anos, recebi a recomendação de um ótimo profissional, ex-funcionário da EletroPaulo. Quando precisei novamente o moço tinha voltado para a empresa, me vali do eletricista que presta serviços para o condomínio e agora, depois de muitos furos dele, eu estou tentando uma nova indicação. Na prestação de serviços, especialmente se for “freelance”, não há muita garantia de fidelização, né? Muitas vezes, dependendo do perfil do profissional, nem garantia depois do serviço prestado, infelizmente.
Nos últimos dias eu fiquei comparando esta minha busca pelo eletricista com o que o mercado de marcas fortes deve fazer por profissionais em mídia social. Por estar no mercado eu não vejo que, para quem olha de fora, parece “terra de ninguém”. Já não é mais “terra de cego, onde quem tem um olho é rei”, como foi até meados de 2007, mas ainda é um mercado instável, sujeito a mudanças radicais instantâneas e, acima de tudo, inseguro para as marcas que já tem um posicionamento offline.
E aí, como elas se preservam e se cercam de segurança? No lugar delas, eu buscaria referências, como fiz para achar os eletricistas. Antigamente a alternativa seria procurar diretamente um profissional qualificado que já tivesse boas recomendações, mas isso é um risco quando o mercado é muito amplo ou quando se receia que as leis trabalhistas dêem margem à interpretações equivocadas num caso de recisão, né? Daí a alternativa, cada dia mais usual em todas as áreas, de buscar uma empresa de terceirização de mão de obra.
Até aí, tudo normal. A diferença é que no mercado de mídia social quem se contrata é, além de editor de mídia, um consumidor 2.0. Este cara pode ser alguém que não hesitará em ventilar tudo de ruim que possa lhe acontecer. E quando este consumidor 2.0  investido do poder de “mídia pessoal” que um blog concede  resolve testar o telhado de vidro dos outros, ele faz um estardalhaço.
Surte efeito? Claro que sim, mas como em todas as guerrilhas, todos saímos um pouco prejudicados. Nas situações em que vi, nos últimos 3 anos, blogueiros divulgando em seus blogs detalhes de acordos com agências, o mercado se fechou e a coisa ficou ruim para todos. Quem concordou, quem discordou, quem nem soube, enfim, todos saíram meio lesados em nome de uma limpeza e de uma tentativa de melhoria do mercado.
Minha impressão (e me corrijam se eu estiver equivocada, por favor) é que o que antes foi visto como molecagem, hoje é estratégia. E o contratante (a agência) se vê na saia justa de eventualmente recuar em suas posturas para não arriscar sua própria imagem como agente que “indica” e avaliza os profissionais, porque uma das partes (o contratante, agência, ou o contratado, blogueiro) esquece que há um compromisso tácito mútuo que originou o trabalho em questão.
Pessoas que eu respeito afirmam que as atitudes mais radicais, de “chutar o balde”, fará com que o mercado contratante aprenda na marra que precisam ser profissionais com os blogueiros, porque estavam acostumados probloggers inexperientes no mundo corporativo. Em sua defesa está a realidade de que com o pessoal mais maduro o profissionalismo aumenta e a cobrança também. Será que precisamos impor respeito com temor para ganharmos força?
Segundo o BlueBus, um estudo recente dá conta que só 25% das pessoas consideram seus amigos uma fonte confiável de informações sobre as empresas. O número caiu, em 2008 eram 45%, e especialistas (a pesquisa é da Edelman) afirmam que a mudança de postura “é um sinal dos tempos”, pois os consumidores precisam ver e ouvir a mesma mensagem em 5 lugares diferentes para acreditar nela. Como a credibilidade dos meios caiu (23 pontos para a TV e 20 para o rádio e os jornais), é hora do mercado começar a planejar de modo inovador sua estratégia. Acredito que aqui podem entrar os agentes de mídia social (que atuam em blogs, redes sociais e afins na web), mas, para uma parceria com este novo player as empresas precisam aceitar as novas regras do jogo – ou pelo menos, como defendem os novos jogadores, “entender que as suas marcas, produtos e serviços estão correndo em uma pista em que não existe mais nenhuma forma de controle (as mídias sociais)”.
Como me apresento como ativa em ações de marcas nas mídias sociais, eu vivo uma pressão social quando uso um produto ou serviço, com muita gente achando que mesmo o que eu compro por escolha pode ser na verdade um “presente” para merchandising. Não raro eu me constranjo e oculto o uso de certos ítens. Acho que tanto este meu constrangimento, quanto a exposição do limite de alguns blogueiros em suas reações narrando imbroglios de projetos  mostram que é tempo de renovar este mercado e reavaliar o formato do relacionamento de marcas e de mídia em tempos de “midia pessoal’.
;)
P.S. Se você se interessa pelo assunto, indico a leitura de Social Media: mudou o comportamento. Mas e o consumo de mídia, mudou?, artigo publicado pela diretora executiva do IBOPE Nielsen Online, Cris Rother, no jornal Propaganda & Marketing, em 08/02/2010.

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Duas palavras para se dar bem em Mídias Sociais

 Artigo feito por Chico Montenegro
 Não foi fácil escrever esse post, afinal existem milhões de “analistas de mídias sociais”  espalhados pela web ensinando como devemos nos comportar na hora de utilizar as redes sociais para falar com amigos, clientes, para ser legalzinho ou até mesmo vender aquela mega produto fantástico.
Bom, vamos iniciar um papo mais cabeça prestando atenção em uma frase dita por grandes marqueteiros e filósofos publicitários da web: Mídias Sociais não é a salvação da sua campanha de marketing digital, é um complemento essencial que não pode faltar! – Acho que por isso é essencial?!?!
Não se ilude com as diversas formas e listas de como fazer certinho nas mídias sociais, claro que existem ótimos textos com exemplos e dicas que valem muito a pena espalhados pela blogosfera, mas nem todos seguem a principal estrutura da mídia social, as grandes listas criadas com exemplos de como fazer correto aquela sua Ação de Marketing nas Redes Sociais nem sempre tem a principal dica de todas:

Comunicação Interpessoal
Antes vamos entender o que é essa comunicação: A comunicação interpessoal é um método de comunicação que promove a troca de informações entre duas ou mais pessoas.
Cada pessoa, que passamos a considerar como, interlocutor, troca informações baseadas em seu repertório cultural, sua formação educacional, vivências, emoções, toda a “bagagem” que traz consigo.
Isso veio através do Wikipedia, que não deixa de ser uma grande Rede Social que trabalha a comunicação interpessoal com bastante louvor.
Então fica a dica simples e objetiva com apenas duas palavras para se dar bem nas Redes Sociais:  

Comunicação Interpessoal
Para finalizar esse post vou destacar uma frase que li no blog do Sr. Cardoso do Contratidoruim: Não adianta investir em redes sociais se você trata seu consumidor como estatística de call center.

Fonte: http://midiaboom.com.br

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Análise da interface do novo orkut

O hype está criado. Para conhecer a nova versão do orkut é preciso conseguir um convite. Nada na Web 2.0 cria tanta expectativa quanto distribuir convites limitados para alguns early adopters. Essa estratégia já batida, mas que ainda funciona muito bem, gera curiosidade e mídia espontânea.

Você vai lembrar que quando o orkut foi lançado não se podia entrar no sistema sem ser convidado por alguém. Depois, tardiamente, o Google abriu seu pioneiro site de relacionamentos para qualquer interessado, tentando competir com MySpace e Facebook. Mas já era tarde demais. Apenas Brasil e Índia continuavam preferindo o orkut. E o que fazer se estes países começam a ser infiéis? Apresentar novidades, claro.

Vamos ser sinceros, o orkut tinha parado no tempo. A última mudança de layout (que eu tinha gostado muito) e a inclusão de aplicativos de terceiros (na seção Apps) foi muito aguardada. Contudo, parecia muito pouco e muito tarde para tentar barrar o crescimento do sempre inovador Facebook.

Apesar de ter começado fechado, permitindo a visualizacão de perfis apenas para colegas de turmas universitárias, o Facebook conseguiu o que parecia impossível: ultrapassar o MySpace nos Estados Unidos. Conseguirá agora bater o orkut no Brasil? A empreitada parece difícil, já que o orkut continua sendo o segundo site mais visitado em nosso país (segundo o site Alexa e terceiro segundo o Ibope). Por outro lado, o Facebook que nem aparecia nos rankings brasileiros agora já figura em 19˚ lugar. Além disso, o site Inside Facebook noticiou em julho deste ano que esse site de relacionamentos havia dobrado sua audiência aqui e na Índia.

A competição na Web 2.0 deve sempre ser enfrentada com inovações constantes. Por algum motivo no orkut isso demora para acontecer. Desta vez o orkut decidiu oferecer um pacote de mudanças em um único momento. Isso foi pensado como uma "reinauguração". Mas tanto estardalhaço tem lastro? Tire suas conclusões na análise abaixo.

O que há de mais novo no "novo orkut" é uma série de avanços na área da usabilidade. O layout também mudou, mas nada que vá deixar você de queixo caído.

Há muito que se esperva a a possibilidade de se customizar a interface do perfil. O orkut não caiu no extremo de permitir a exacerbação do mau gosto como ocorre no MySpace. Por outro lado, a simples possibilidade de escolher a cor do retângulo superior dentre parcas 5 cores pareceu pouco demais (1). Por que não permitir a troca de todo o background, mesmo que apenas alguns papéis de parede estivessem disponíveis? O Google sabe muito bem como fazer isso. Veja-se a experiência do Gmail e do próprio site de relacionamento Joga.com (um orkut de futebol desenvolvido para a Nike). Sendo assim, quem esperava pela possibilidade de customização do orkut vai ficar bastante frustrado.

Este retângulo superior agrupa uma série de funcionalidades que certamente vai facilitar sua navegação. Links como recados, fotos, vídeos, entre outros, ficam logo abaixo de sua foto (4). Ou seja, o típico menu lateral foi eliminado. O campo de status fica também no topo, para fácil atualização. Essas frases aparecerão listadas em sua página inicial. Será fácil verificar suas flutuações de humor! Será que alguém vai abandonar o Twitter para usar essa funcionalidade do orkut? Acho dífícil. Mesmo assim, foi um acerto destacar esse recurso.

Também nesse retângulo superior encontra-se um menu onde você pode definir sua "visibilidade" no GTalk (2). (BTW, essa integração do orkut e do GTalk foi fruto das muitas sugestões que eu, Raquel Recuero e Ricardo Araújo demos durante nossa consultoria no Google, na Califórnia, em 2006). Sim, essa barra superior é bastante funcional. Mas seu aspecto estético é espartano.

Logo abaixo, diversas funcionalidades encontram-se listadas. A sugestão de novos amigos (5), a partir do cruzamento de dados de sua rede social, é um recurso que funciona muito bem no Facebook. A incorporação desse recurso pode facilitar o estabelecimento de novos laços ou até mesmo reencontrar velhos amigos. Bem, é para isso que usamos sites de relacionamentos, não é? Os botões nas laterais dessa e de outras funcionalidades (6) diminui a necessidade de scroll na página, o que é excelente para a usabilidade do site. A possibilidade de se minimizar seções, como a de aniversários (7), é outro recurso que também contrubui para o mesmo fim.

A principal inovação, no entanto, encontra-se no upload de imagens. Apesar de eu achar o Flickr um dos melhores sites da Web 2.0 (no que toca os recursos disponíveis), a maior parte das pessoas prefere disponibilizar suas fotos em sites de relacionamento. Não é diferente no orkut. Contudo, essa seção sempre foi deficitária. Primeiramente o orkut ofereceria um limite muito pequeno de fotos. Mais tarde, apesar do fim dessa limitação estrita, o upload continuava chato e lento. Agora a equipe do orkut deu um show de usabilidade. Durante meus testes eu selecionei dezenas de imagens que estavam em meu desktop de uma única vez. O grande painel de upload apresenta thumbnails das imagens e apresenta feedback do progresso do envio de cada foto (9). Além disso, no mesmo painel é possível criar novos ábuns, girar imagens (10) e definir quem pode visualizar suas imagens.

A definição desse tipo de privilégio também merece destaque. O design de interação dessa funcionalidade é primoroso. É muito fácil selecionar grupos de amigos e dentre estes definir quem pode visualizar suas imagens mais comprometedoras (11)! Uma área lateral (12) facilita a visualização desses felizardos. Finalmente, se você desejar, pode enviar um e-mail comunicando essa publicação (13). Espero que este último recurso não se transforme em mais uma forma de spam.

Enquanto isso, a visualização dos álbuns continua a mesma. Não seria bacana incorporar recursos como o cover flow do iTunes? Muitos sites já incluem esse modo.

Outra funcionalidade que pode facilitar as interações é um campo destacado em seu perfil para o envio de recados (14). Sendo essa uma das ferramentas mais populares do orkut (e, sinceramente, a única que ainda me faz voltar ao site!), nada mais óbvio do facilitar seu uso e destacá-la em seu perfil. Abaixo desse campo seus visitantes também poderão visualizar todas as atualizações de seu status (15).

Nem todo o site está no novo layout. Dependendo da opção que você seleciona (Configurações, Gerenciar Amigos ou Apps, por exemplo), você entra no túnel do tempo de visualiza a antiga interface do sistema. Cá entre nós, um erro grosseiro.

Enfim, fico feliz que o orkut está se mexendo. Mas as inovações não parecem fazer jus a tanto falatório. Fora o novo sistema de upload de fotos e as notáveis melhorias na usabilidade, o orkut ainda parece muito atrás do Facebook, cujos recursos (próprios e de terceiros) não param de evoluir e se multiplicar.

Certamente eu não estou comemorando o novo orkut com tanta alegria quanto este saltitante rapaz, que de tão orgulhoso de ter ganho um disputado convite decidiu compartilhar sua alegria no YouTube.

Fonte: http://www.interney.net/blogs/alexprimo/2009/11/04/analise_da_interface_do_novo_orkut/

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