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terça-feira, 2 de março de 2010

Novas Tecnologias para a Comunicação

A presença de telefonia celular embutida em quase todos os novos aparelhos como net e notebooks, e-readers e MIDs foi uma das tendências apontadas na Consumer Eletronics Show (CES-2010), realizada em janeiro nos Estados Unidos.

Aos recentes avanços da TV digital e dos monitores iluminados por LCD (liquid crystal display) se somou a TV-3D, apresentada na feira. Outra novidade do mega evento foram os tablets com seus excelentes recursos de navegabilidade. Essas “tábuas” de inovação juntam as funções dos computadores e dos smartphones em uma amigável plataforma.

Bem mais do que moda tecnológica os dispositivos móveis vem ao encontro do volumoso aumento do tráfego de dados e da necessidade de informar e compartilhar conhecimento. Estudo recente, do Morgan Stanley, mostra que o tráfego de dados nas redes móveis, deve crescer mais de 50 vezes até 2013. E esses novos aparelhos podem facilitar a vida de quem quer aprimorar a comunicação.

Poucos dias depois da CES a Apple anunciou a chegada ao mercado do iPad, seu primeiro computador em formato de prancheta digital. O produto une computador, videogame, tocador de música e vídeo e, ainda, leitor de livro digital (a mesma função do exitoso Kindle, da Amazon)

Com o jeitão do iPhone - que se torna modelo padrão no mercado global - os novos gadgets em suas telas móveis, possibilidade de ler livros, ouvir música, jogar games, navegar na Web, assistir vídeos, “blogar” ou “twittar”, fornecem interatividade jamais vista. E tudo isso com mobilidade, sem cordão umbilical, apenas com conexões Bluetooth. Os tablets, de maneira geral, acenam para uma bem sucedida transposição do impresso para o eletrônico ao prover interação. Com dedo na tela pode-se “folhear” e mover páginas com certa sensação tátil e visual. Mas, as vantagens também estão na velocidade de acesso, personalização e interação permitidas.

Junto a essas novidades tecnológicas aumenta a percepção de que é preciso agregar novas abordagens e meios interativos nas ações da comunicação organizacional. Ao menos para os trabalhadores que têm acesso a essas tecnologias (já são 178 milhões de aparelhos celulares no país e quase 68 milhões os internautas brasileiros) os novos aparelhos e formas de acesso geram outros padrões de navegabilidade e interatividade. Esses fatores, se bem utilizados, podem ser trunfos na melhoria da audiência interna e da comunicação organizacional.

Hoje quase todo produto cultural ou de entretenimento tem intenso trânsito multimídia, com seus conteúdos migrando entre vários suportes. O livro vira cinema, DVDs, BluRays, jogos, CDs áudio, HQs, nova versão de livros etc. Quem gosta de um produto quer desfrutar de seu convívio nos diferentes suportes mediáticos para reiterar a experiência de seu convívio nas diferentes mídias. O jornalista David Denby, da The New Yorker, cunhou o termo agnóstico da plataforma, para a geração que não vê diferença em assistir a um vídeo / filme no cinema, na TV, tela do computador ou no celular.

Claro que nas demandas hi-tech não basta apenas tecnologia. A profusão de telas espalhadas pelas empresas não significa modernidade nem melhoria da comunicação. A ela tem que se somar facilidade de acesso aos conteúdos e a criação da tal mão dupla. Só assim haverá interação, participação e audiência.

Como um significativo número de empresas brasileiras não está satisfeita com a sua comunicação e algumas caminham para abolir parte das publicações internas - seja em função de cortes de custos ou da diminuição de descartes e / ou da política de sustentabilidade - é certo que é preciso viabilizar outros meios e formas de se comunicar.

Cada vez mais as empresas terão funcionários blogers, com grande adesão às redes sociais, abertos às novas idéias e adeptos da interação. Para se comunicar com eles é preciso conhecer as novas plataformas e o que vem por ai. E, sobretudo, estar preparado para inovar nos meios e nos conteúdos da comunicação.

Autor:
Marcos Ernesto Rogatto
marcos@vistamultimidia.com.br


Marcos Ernesto Rogatto é jornalista e trabalhou na Revista Veja e TV Globo São Paulo. Atualmente é diretor da produtora Vista Multimídia. É formado pela PUC Campinas, cursou Ciências Sociais na Unicamp e fez Mestrado em Multimeios também na Unicamp. Foi colaborador do jornal Gazeta Mercantil e mantém o Blog Vista Multimídia sobre Comunicação e Marketing


Fonte: Aberje

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Greve virtual de agências

Se você entrar no site de qualquer uma das maiores agências belgas (aqui, aqui e aqui, por exemplo) vai encontrar uma carta aberta. Um texto que, para ser lido por inteiro, depende de links que vão passando pelos sites de outras 19 agências. Todas elas em greve. Reclamam das condições das concorrências, que envolvem até 10 agências, sempre custam muito caro e usam muita gente no processo. Gente que poderia estar trabalhando com os clientes da agência, mas que precisam “fazer qualquer coisa” para conquistar o prospect. Greve de publicitário não acumula lixo na rua, não deixa a segurança do seu bairro debilitada, não deixa o mato crescer nas praças, mas, sei lá, se funcionar pode até trazer um pouco mais de ética e respeito para o mercado. Belga, claro.

por James Scavone em 10 de Fevereiro de 2010Fonte: http://updateordie.com

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Redes sociais minam confiança em contatos

Wikimedia Commons
Redes sociais minam confiança em contatos
Twitter, Facebook e outras redes sociais podem ser responsáveis por queda na confiança na opinião de amigos
 
SÃO PAULO - O número de pessoas que enxergam seus amigos como fontes confiáveis de informação sobre uma empresa caiu de 45% para 25%, de acordo com um levantamento recente da consultoria de comunicação Edelman. Isso inclui comentários que aparecem em testemunhos de empresas e produtos, a exemplo dos usados em sites de comércio eletrônico.
A queda traz implicações consideradas "significativas" para os marqueteiros e as redes sociais, que se vendem como soluções de comunicação em um mundo complexo. A influência de amigos é um dos pontos mais considerados quando uma empresa decide investir em redes sociais.
Em alguns casos, as próprias redes sociais podem contribuir para a queda na confiança. Plataformas como Facebook e Twitter permitiram que as pessoas mantenham círculos maiores de contatos "casuais", o que pode diluir a credibilidade da rede de contatos. "Quanto mais contatos a pessoa tem, mais difícil é de acreditar nela", diz Richard Edelman, presidente e CEO da consultoria.
A pesquisa mostra ainda que quando uma "pessoa como você" serve de porta-voz de uma companhia, a taxa de confiança caiu novamente. O volume de pessoas que acredita nessas fontes decresceu de 39% para 45%.
De outro lado, CEOs que vêm a público em épocas de estresse e crise, como Ed Whitacre, executivo da GM, viram sua confiança aumentar. As pessoas que afirmaram que acreditam nestes executivos subiu de 17% para 26%.

 FONTE: INFO Plantão

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

O cliente como patrimônio

O cliente como patrimônio

A Harvard Business Review num antigo artigo dos professores Robert Blattberg e John Deighton, discutia o valor patrimonial dos clientes, em contraposição à preocupação da maioria das empresas de transformar sua marca em valor patrimonial. Não questionavam a importância de se ter “brand equity” , mas ressaltavam quão mais importante é chegar-se ao “customer equity”. Num momento em que discutimos o que pode potencializar o esforço de vendas, acredito ser conveniente refletirmos neste assunto.

Em alguns ramos de atividade a retenção de clientes não é um fator crítico, porque a margem e a frequência de cada transação não geram receita suficiente que justifique o investimento em fidelização. Em outros negócios, e a área de prestação de serviços é particularmente sensível neste ponto, a rentabilidade de um cliente está relacionada com o tempo de vida como cliente e, por isso mesmo, se justificam os investimentos em “customer equity”. Mas quais são os meios para maximizarmos o valor patrimonial da carteira de clientes?

1. Investir primeiro nos clientes de alto valor

Sempre ouvimos falar que os clientes são mais importantes que os potenciais clientes, invariavelmente todos concordam com esta afirmação. Só que normalmente isto fica apenas no discurso e vemos que os maiores investimentos de marketing e de vendas são direcionados para a aquisição de novos clientes, afinal é muito mais fácil demonstrar o retorno de uma nova venda do que de um cliente fiel. Além de termos de redirecionar nossos investimentos prioritariamente para os clientes, temos de priorizar também os melhores clientes, afinal são eles que geram a maior parte da nossa receita.

2. Tranformar gerência de produtos em gerência de clientes

Outra afirmação clássica dos executivos “modernos” é que suas empresas são orientadas para o cliente, como na situação anterior isto não passa de discurso, geralmente estas empresas estão cheias de gerentes de produtos e vazias de gerenciadores de clientes. Concentrar a atenção no produto significa olhar para o próprio umbigo, olhar para o mercado e atender suas necessidades é que define a prática real do marketing.

3. Potencialização dos clientes

O valor de um cliente não se define na sua primeira compra, mas também no valor presente de compras futuras. Confuso? Nem tanto, assim como a matemática financeira calcula valor presente de investimentos, podemos calcular o valor presente de um cliente, seja pela repetição de compras, seja pela possibilidade de efetuarmos vendas cruzadas (novos produtos para os mesmos clientes).

4. Fluxo de caixa da carteira de clientes

Outra prática que podemos aprender com a área de finanças é a de criar um fluxo de caixa, indicando ganhos e perdas de valor patrimonial da carteira. A empresa que tem um alto giro de clientes (ganha clientes novos na mesma velocidade que perde os antigos), pode atingir metas de faturamento e de lucros, mas seu “customer equity” é muito próximo do zero.

5. Redução de custos de aquisição

O custo de aquisição de novos clientes tem um impacto alto no valor patrimonial dos clientes. Se o custo de aquisição é alto, as taxas de retenção e potencialização de vendas precisam ser muito mais altas para compensar o custo de entrada de um novo cliente na carteira. Não é o caso de repensarmos o tipo de cliente que nos interessa? Se a expectativa de vida do cliente na carteira é baixa vale a pena investirmos na sua aquisição?

6. Relacionar o valor da marca com o valor do cliente

“Marcas não geram riquezas, os clientes sim”. A afirmação dos autores da matéria é forte mas, apesar de ser moda a preocupação com a força da marca, não deixa de ser verdade o fato de que marcas de alta visibilidade são apenas uma ferramenta para construir o valor patrimonial dos clientes. Acreditar que uma marca é mais importante que os clientes é, novamente, olhar para o próprio umbigo.

7. Monitorando o índice de retenção

A fidelização é determinada pela forma como o cliente usa o seu produto. Quando muda a forma de utilização a empresa precisa agir rapidamente para evitar que os clientes migrem para novos fornecedores. A IBM não acreditava que o computador pudesse ser um produto para utilização doméstica, não percebeu que seus clientes mudavam a aplicação do produto e, com isso, mudavam de fornecedor.

8. Ações diferenciadas para públicos diferenciados

Localizar potenciais clientes, conquistá-los e depois mantê-los são ações muito diferentes para serem geridas da mesma forma, ou uma delas vai acabar se destacando ou, o que ocorre com frequência, todas vão ser mal-feitas. Desta forma, após entender qual a proporção de investimento será alocada para aquisição e para a manutenção de clientes, os gerentes de marketing devem traçar diferentes planos e, até mesmo, definir diferentes times de trabalho para cada tarefa, desta forma gerenciando os clientes.

fonte: http://www.superempreendedores.com

Quais são as características do empreendedor?

Quais são as características do empreendedor?

Existem milhares de características que podem ser apontadas como importantes para um empreendedor, tais como:

  • Auto-confiança
  • Foco em oportunidade
  • Conhecer muitas pessoas
  • Saber calcular e minimizar os riscos
  • Paixão pelo que faz
  • Poder de persuasão
  • Liderança
  • Visão

Nós da Empreendemia concordamos com todas essas características, mas para nossa definição do empreendedor reuniremos 6 pontos que acreditamos ser vitais e que englobam as características acima.

1. Saber aprender:

Existe uma quantidade infinita de informação no mundo e sempre haverá conhecimento que te fará um melhor empreendedor. Nossas principais fontes de aprendizado são: internet, livros, revistas, pessoas mais experientes (mentores) e a própria experiência. Saber onde encontrar o conhecimento e conseguir absorvê-lo é vital para qualquer empreendedor que não queira ficar pra trás.

2. Expressar idéias de forma clara e objetiva:

O empreendedor estará sempre em contato com clientes, funcionários e parceiros. Caso ele não domine a arte da comunicação verbal e escrita, surgirão muitos problemas. Afinal de contas, quem quer fazer negócio com alguém que seja altamente prolixo e confuso?

3. Ter vontade de trabalhar muito:

É possível que exista uma forma de ter sucesso com pouco esforço, mas pelo menos nós não conhecemos. O empreendedor precisa ter em mente que haverá momentos em que ele fará trabalhos extremamente chatos, porém necessários. Se a pessoa não tiver condições de se esforçar muito para realizar as tarefas do cotidiano será BEM difícil ser bem sucedido como empreendedor.

4. Conseguir resolver problemas:

Em vários momentos vão acontecer coisas que farão o empreendedor pensar “Acasalou!” (censurado). Nessas horas será necessário muita criatividade, controle emocional e frieza para criar soluções que resolvam o problema e evitem que ele apareça de novo.

5. Querer crescer sempre:

Por ser uma jornada extremamente árdua e cheia de obstáculos, um empreendedor que busca o sucesso precisará ser incansável. Estagnação não é uma opção.

6. Ser ingênuo ao ponto de achar que pode mudar o mundo:

Como já diria a Apple, “Aqueles que são loucos ao ponto de achar que podem mudar o mundo são os que o fazem”. Normalmente as empresas são criadas com o objetivo de dar dinheiro. Nós acreditamos que os empreendedores devem pensar em como causar impacto. Caso eles consigam isso, a tendência é que os clientes fiquem felizes e consequentemente paguem pelo produto. Uma política apenas de ganhar dinheiro pode até trazer resultados no curto prazo. Mas na estratégia de longo prazo, conseguir preços que prejudiquem o fornecedor, forçar o cliente a comprar algo que ele não precisa e/ou usar de artifícios não-éticos ou contra a lei tendem a manchar a imagem da empresa e consequentemente diminuir os lucros.

Enfim, ainda não podemos afirmar por experiência própria que esse é um caminho certo para o sucesso. Mas com certeza é o caminho que vimos nas empresas as quais mais admiramos e acreditamos que fazem do mundo um lugar melhor.

fonte: http://www.superempreendedores.com

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Como ter boas ideias agora

Em livro, consultor explica seu método de 11 passos para chegar a insights inovadores

Por Época NEGÓCIOS

Gerald Sindell é presidente de uma consultoria em Los Angeles cujo slogan, “How to Think Process” (algo como “o processo de como pensar”), é autoexplicativo. Sindell passou a vida tentando entender como pensamos e ajudando clientes a ter insights. Agora, no livro The Genius Machine (“A máquina do gênio”, inédito no Brasil), ele explica seu sistema de 11 passos para “transformar ideias cruas em brilhantismo”. Sindell, hoje na casa dos 60, começou a carreira escrevendo, dirigindo e produzindo filmes. Em suas próprias palavras, vivia atormentado pelo medo de que, assim que terminasse as filmagens, teria uma ideia brilhante que não poderia mais ser filmada. Esse medo permaneceu com ele. “Temos de ter as ideias mais brilhantes aqui e agora”, afirma.

Segundo ele, nenhum grande insight ou inovação surge sem antes se reconhecer a questão a ser resolvida. A trilha das grandes ideias começa, portanto, pelo próprio problema. Essa é a fase 1. Feito isso, é hora de avaliar as próprias forças. A fase 2 é o que o autor chama de “busca da identidade”. A esta altura, diz ele, as soluções começam a tomar corpo. Mas a musculatura só vem quando elas são testadas. Como? Primeiro, imaginando as suas consequências possíveis – benéficas ou nefastas –, como se elas já existissem no mundo. Essa terceira fase ajuda a aprimorar as ideias.

No quarto passo, coloca-se a ideia pela primeira vez em contato com o mundo exterior. Mas “evite expô-la aos pessimistas e aos advogados do diabo”, alerta Sindell. Deve-se procurar o auxílio de pessoas lúcidas realmente interessadas em ajudar. Elas farão objeções e comentários sinceros que darão nova “sintonia fina” à ideia. Essa voz de fora será muito útil também na fase 5. O quinto passo é identificar como a nova ideia se encaixa no mundo já existente. Que ideias a precederam? No que ela pode colaborar? Muitas ideias morrem aí. Mas o teste fortalece as sobreviventes.

A fase 6 é focada no público-alvo. Nem sempre é uma tarefa óbvia. “Muitas vezes, o público inicial imaginado por nós não é o maior ou o mais significativo”, observa Sindell. A sétima fase é de amadurecimento e de polimento da ideia: agregar valor a ela, buscar ângulos ainda não pensados. É chamada por ele de fundação: o alicerce da ideia, agora tangível, no mundo real.

A oitava fase é a do retoque final. “Seja na criação de uma granja ou no lançamento de um site na web, é a hora de se certificar de que a ideia/projeto/produto realmente vai cumprir plenamente a sua meta”, diz Sindell. Se tudo parece funcionar até agora, chegou a hora, na fase 9, de comunicá-la para o público. Coloque-se no lugar do cliente nesse momento, diz o consultor: pense no que a ideia é importante para a vida dele.

A décima fase, para Sindell, é a mais importante do processo. É sobre o impacto da ideia. É a décima, mas poderia ser a primeira, e nasce da pergunta: “Daqui a três anos, se a minha inovação for bem-sucedida, no que ela vai ter mudado o mundo?”. O autor a chama de gut feeling (ou “sentimento visceral”). Não existe a grande inovação sem ele. O último passo: seja advogado da sua ideia. Se você delegar essa função para outros, é meio caminho para o fracasso.


Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/

terça-feira, 18 de agosto de 2009

REPUTAÇÃO DIGITAL: A VIRTUALIZAÇÃO DO REAL OU IRREAL.

Por: Michele Botan Garcia.

Reputação Digital é a reputação atribuída à persona virtual. A representação do indivíduo na web – que pode ser por meio de conteúdos publicados, avatares, serviços e produtos oferecidos pelos internautas – posiciona o indivíduo e avalia suas ações dentro do ciberespaço.
A Reputação Digital é constituída sempre pelo “outro”. Por exemplo: quando se coloca uma avaliação para um vendedor no mercado livre, está-se ajudando a construir sua reputação digital (que pode ser positiva ou negativa). O mesmo acontece quando se dá estrelas para um determinado vídeo no youtube ou se recebe algum comentário de alguma pessoa em blog.
A Reputação Digital serve para gerar valor e feed back para as ações na web. É por meio da Reputação Digital que se criam referenciais e segurança quando se precisa delas dentro do caos de informação ou de ambientes que demandam relações baseadas na confiança – como os de comércio digital. Analisar essas questões cada vez mais presentes no cotidiano da sociedade pós-moderna justificam esta pesquisa.
Reputação Digital é aquilo que podemos ser ou não como pessoa dentro do ambiente da internet.
Reputação Digital é uma forma peculiar de marketing pessoal.
Pode-se criar uma reputação Digital através do próprio nickname do e-mail, do MSN, no Orkut... é uma identificação virtual daquilo que o indivíduo é realmente ou quer ser para as outras pessoas.
A reputação digital pode ser tratada, como um dos canais do mundo "virtual", onde o real e o irreal participam o tempo todo um se valendo do outro. Nem tudo que se vê ou lê é real. O mundo do virtual pode ser o mundo da imaginação de alguém, pode ser algo que nunca existiu, ou algo que existe e é verdadeiro. Querer ser ou ter fora do real só é possível através da virtualização do real, criando ilusões dentro do espaço intangível, como o da internet. No virtual tudo pode, tudo poderá ser, quem sabe, tornar-se realmente "real" ou realmente apenas "virtual", um sonho, uma ilusão.

“... a palavra virtual é empregada com freqüência para significar a pura e simples ausência de existência, a “realidade" supondo uma efetuação material, uma presença tangível. O real seria da ordem do "tenho", enquanto o virtual seria da ordem do "terás", ou da ilusão, o que permite geralmente o uso de uma ironia fácil para evocar as diversas formas de virtualização.
O possível é exatamente como o real: só lhe falta a existência."
Já o virtual não se opõe ao real, mas sim ao atual.” (LEVY, 1997, pg 15)

Outra questão é o medo da não aceitação do indivíduo na sociedade, como um dos principais motivos que o levam a esconder-se de si mesmo e dos outros, criando personagens através de estereótipos indicados pela mídia ou por determinado grupo ao qual quer ser inserido. O uso de sites de relacionamentos (orkut) e chats (msn, terra chats) são "mundos" perfeitos para a criação de uma "Reputação Digital" Real ou irreal. Podemos ser tudo o que queremos ser atras de uma máscara chamada "computador" ou "tela". Podemos fazer e falar coisas que talvez ao vivo, ou mostrando a cara não faríamos nem falaríamos.
Segundo Chagas, ao viver intensamente essa situação, a pessoa passa a evitar esse contato e isola-se. Nesse processo, escolhe, com frequência, comunicar-se por meio dos chats, até mesmo sexualmente.
Lévy amplia o tema ao referir que, a projeção da imagem do corpo é geralmente associada à noção da telepresença. Mas a telepresença é sempre mais que a simples projeção da imagem.
As pessoas sempre querem ser mais do que podem ser, afinal, como enuncia o dito popular, a grama do vizinho é sempre mais verde, logo queremos que a nossa sempre seja a melhor, ou pelo menos queremos fazer parte desse pódium dos que achamos que são os melhores. Conforme afirma Bauman, essa liberdade que encontramos, esse equilíbrio é justamente a quebra dos paradigmas do que realmente somos para o que realmente queremos ser, livres de limitações:

"Como observou Arthur Schopenhauer, a "realidade" é criada pelo ato de querer; é a teimosa indiferença do mundo em relação à minha intenção, a relutância do mundo em se submeter à minha vontade, que resulta na percepção do mundo como "real", constrangedor, limitante e desobediente. Sentir-se livre das limitações, livre para agir conforme os desejos, significa atingir o equilíbrio entre os desejos, a imaginação e a capacidade de agir: sentimo-nos livres na medida em que a imaginação não vai mais longe que nossos desejos e que nem uma nem os outros ultrapassam nossa capacidade de agir."
(BAUMAN, ano, p.24)

O querer ser e o poder realmente ser, está de acordo com as questões culturais dos grupos sociais em que cada indivíduo está enquadrado ou deseja se enquadrar. O querer ser aceito em determinados "mundos" (trabalho, festas, família, etc...) depende de variações de estilos que muitas vezes não temos, e nem querendo seremos de tal forma, pois cada um tem um jeito, estilo próprio. No trabalho somos de um jeito, temos que ter determinados tipos de comportamento, mesmo que eles não sejam o que convencionalmente gostaríamos de fazer. Vivemos conforme o cantar das situações que vivemos, temos que nos adequar as "temporalidades" através das "noções" e dos limites do real e irreal. Viver a realidade dentro da realidade e a irrealidade no espaço virtual. De acordo com Levy, " cada forma de vida inventa seu mundo e, com esse mundo, um espaço e um tempo específico. O universo cultural, próprio aos humanos, estende mais ainda essa variabilidade dos espaços e das temporalidades." (LEVY, ano, pg )
Ocorre uma mescla em diversos sentidos e espaços, tempos e lugares deixam de ser referenciais fixas e estanques:

O teletrabalhador transforma seu espaço privado de seu domicílio ao espaço público do lugar de trabalho e vice-versa. Eventualmente através de critérios puramente pessoais ele consegue gerir uma temporalidade pública. Os limites não são mais dados. Os lugares e tempos se misturam. São as próprias noções de privado e público. (LEVY, ano, pg )

O bem virtual coloca um problema, abre um campo de interpretação, de resolução ou de atualização, enquanto um envoltório de possibilidades presta-se apenas a uma realização exclusiva. Potencial de realidade, o bem destrutível e privativo não pode estar ao mesmo tempo aqui e lá, desprendido do aqui e agora.

Texto de Michele Botan Garcia - Publicitária - michelebgarcia@gmail.com

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