Total de visualizações de página

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Como ter boas ideias agora

Em livro, consultor explica seu método de 11 passos para chegar a insights inovadores

Por Época NEGÓCIOS

Gerald Sindell é presidente de uma consultoria em Los Angeles cujo slogan, “How to Think Process” (algo como “o processo de como pensar”), é autoexplicativo. Sindell passou a vida tentando entender como pensamos e ajudando clientes a ter insights. Agora, no livro The Genius Machine (“A máquina do gênio”, inédito no Brasil), ele explica seu sistema de 11 passos para “transformar ideias cruas em brilhantismo”. Sindell, hoje na casa dos 60, começou a carreira escrevendo, dirigindo e produzindo filmes. Em suas próprias palavras, vivia atormentado pelo medo de que, assim que terminasse as filmagens, teria uma ideia brilhante que não poderia mais ser filmada. Esse medo permaneceu com ele. “Temos de ter as ideias mais brilhantes aqui e agora”, afirma.

Segundo ele, nenhum grande insight ou inovação surge sem antes se reconhecer a questão a ser resolvida. A trilha das grandes ideias começa, portanto, pelo próprio problema. Essa é a fase 1. Feito isso, é hora de avaliar as próprias forças. A fase 2 é o que o autor chama de “busca da identidade”. A esta altura, diz ele, as soluções começam a tomar corpo. Mas a musculatura só vem quando elas são testadas. Como? Primeiro, imaginando as suas consequências possíveis – benéficas ou nefastas –, como se elas já existissem no mundo. Essa terceira fase ajuda a aprimorar as ideias.

No quarto passo, coloca-se a ideia pela primeira vez em contato com o mundo exterior. Mas “evite expô-la aos pessimistas e aos advogados do diabo”, alerta Sindell. Deve-se procurar o auxílio de pessoas lúcidas realmente interessadas em ajudar. Elas farão objeções e comentários sinceros que darão nova “sintonia fina” à ideia. Essa voz de fora será muito útil também na fase 5. O quinto passo é identificar como a nova ideia se encaixa no mundo já existente. Que ideias a precederam? No que ela pode colaborar? Muitas ideias morrem aí. Mas o teste fortalece as sobreviventes.

A fase 6 é focada no público-alvo. Nem sempre é uma tarefa óbvia. “Muitas vezes, o público inicial imaginado por nós não é o maior ou o mais significativo”, observa Sindell. A sétima fase é de amadurecimento e de polimento da ideia: agregar valor a ela, buscar ângulos ainda não pensados. É chamada por ele de fundação: o alicerce da ideia, agora tangível, no mundo real.

A oitava fase é a do retoque final. “Seja na criação de uma granja ou no lançamento de um site na web, é a hora de se certificar de que a ideia/projeto/produto realmente vai cumprir plenamente a sua meta”, diz Sindell. Se tudo parece funcionar até agora, chegou a hora, na fase 9, de comunicá-la para o público. Coloque-se no lugar do cliente nesse momento, diz o consultor: pense no que a ideia é importante para a vida dele.

A décima fase, para Sindell, é a mais importante do processo. É sobre o impacto da ideia. É a décima, mas poderia ser a primeira, e nasce da pergunta: “Daqui a três anos, se a minha inovação for bem-sucedida, no que ela vai ter mudado o mundo?”. O autor a chama de gut feeling (ou “sentimento visceral”). Não existe a grande inovação sem ele. O último passo: seja advogado da sua ideia. Se você delegar essa função para outros, é meio caminho para o fracasso.


Fonte: http://epocanegocios.globo.com/Revista/

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Mais vizualizadas

Quentinhas

PUBLICITÁRIOS versus PUBLICIDADE E PROPAGANDA

Grupos do Google
Participe do grupo PublicitáriosVersusPublicidade&Propaganda
E-mail:
Visitar este grupo